Foi com alegria que recebi dos colegas do Colégio Spinosa o convite para escrever este texto sobre a Formação Nexialista que defendemos no Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, onde atualmente sou o reitor. O termo não é muito comum no Brasil e sua raiz no latim nexus que significa ligação / conexão. Foi cunhado pelo escritor de ficção científica Alfred Elton van Vogt em 1950 na obra The Voyage of the Space Beagle. Devemos lembrar que estamos nos referindo a uma obra escrita 19 anos antes do homem pisar no solo lunar.

Contextualizando a estória criada por van Vogt, Space Beagle era uma espaçonave intergaláctica que possuía uma numerosa tripulação composta por especialistas e generalistas das mais diversas áreas do conhecimento. O protagonista Elliott Grosvenor, membro da tripulação e único representante da Nexial Foundation a bordo, tinha por objetivo conectar os diversos conhecimentos e competências dos membros da tripulação para que “juntos” superassem os complexos desafios apresentados no livro. Neste contexto Elliott recebe a denominação de Nexialist (Nexialista).

Na Formação Nexialista que defendemos como componente crucial para o profissional de valor, o Nexialista não é um profissional específico, mas uma forma de pensar e agir.

Independentemente da formação escolhida por qualquer que seja a área de conhecimento do profissional (Generalista ou Especialista) ou seu perfil (Organizacional, Liberal, Empreendedor, Acadêmico ou Setor Público), a Formação Nexialista enfatiza a importância das conexões entre diferentes conhecimentos (hard skills) e competências comportamentais (soft skills) como premissa para a resolução dos problemas complexos que desafiam a sociedade atual. A importância de reconhecer nossos pontos fortes e fracos, bem como fazê-lo também no que se refere aos demais integrantes da equipe de trabalho, permite abordagens muito mais amplas e eficientes na resolução dos problemas complexos. A Formação Nexialista tem por objetivo fornecer o ambiente adequado para o desenvolvimento, não só do conhecimento técnico e comportamental, mas de uma série de oportunidades que aprimorem o desenvolvimento de conexões entre os profissionais das diversas áreas de conhecimento e perfis. Denominamos este ambiente como “meio líquido” (analogia com a meio líquido de onde surge a vida) e é o nosso principal objetivo como instituição de ensino.

Prof. José Carlos de Souza Junior
Reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia

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