Todos nós sabemos a importância da vegetação para a manutenção da vida. As árvores, a partir da fotossíntese, produzem alimento (glicose) que será utilizado pelos herbívoros e que será utilizado pelos carnívoros e nós, os onívoros, participamos dessas cadeias alimentares.

Além da glicose, é produzido e liberado o gás oxigênio. Mas é uma grande, imensa ilusão acharmos que todo o O2 é nosso!!!…ora, ora,,,as plantas são seres que respiram!…e a respiração compreende a absorção do gás oxigênio! A nossa sorte é que a taxa fotossintética é maior que a taxa respiratória. Isso quer dizer que, mesmo a árvore pegando o gás oxigênio de que ela precisa, sobra um pouco para nós! Obaaa!

Mas a importância das nossas amigas verdes não para por aí. As árvores protegem o solo da incidência direta de luz e deixam o solo mais úmido. Isso mantém bactérias e fungos, organismos decompositores responsáveis em deixar o solo rico em nutrientes. As árvores, com seus troncos, diminuem a velocidade dos ventos. Também diminuem a erosão, pois suas raízes seguram o solo.

Além disso, elas são grandes sequestradoras de carbono, formador do gás carbônico, principal gás estufa que está provocando o aquecimento global.

Nossas amigas, que não possuem sistema nervoso, mas que tem sua inteligência, criam um ambiente agradável e vital. E quem não gosta de uma sombrinha?

Mas, já ouviram falar em rios aéreos? Nossa floresta amazônica produz esses rios flutuantes!

O vapor d’água eliminado da transpiração das árvores (sim! elas também transpiram!) formam verdadeiros rios aéreos depois da condensação.

Esses rios flutuantes ladeiam a cordilheira dos Andes e, aprisionados por essa imensa cadeia montanhosa, continuam no nosso país e se direcionam para o sul e, no caminho, as nuvens formadas acumulam gotas, que ficam maiores, e que levam chuva por onde passam!!

É maravilhoso! Providencial!!

Mas com o desmatamento impune e desenfreado da nossa floresta, com leis punitivas afrouxadas, nossos rios aéreos estão escasseando e causando uma série de mudanças climáticas no nosso país.

Nossas matas resistem e continuam tentando fazer o que sempre fizeram. Mas há correntes contra. Apesar de todos os benefícios, vemos o homem destruindo nossas florestas e de outros países por ganância.

Algumas pessoas talvez não saibam, mas o solo da floresta amazônica é pobre em nutrientes…se mantém pelos produtos originados da decomposição das próprias folhas caídas. Então, quando árvores são arrancadas, o solo não se recupera…é difícil o reflorestamento…e vamos perdendo nossa riqueza verde.

Mas, as queimadas, desmatamento, áreas de garimpo, ganância, desinformação estão transformando nosso cenário!

O que podemos fazer?

Vamos partir do micro. Pequenas mudanças são mais fáceis de alcançar e, juntas, podem compor o macro.

Não vamos fazer da rua e da areia da praia nossa lixeira, vamos separar e reciclar nosso lixo, caminhar até o mercado, usar sacolas retornáveis, plantar mudas de árvores em praças e até criar abelhas no quintal.  Não vamos esquecer nomes de políticos que não honram seu cargo.   Precisamos de vontade e consciência política.

É clichê essa pergunta, mas infelizmente, continua atual e real: que planeta queremos  deixar para nossos netos, bisnetos e tataranetos?

Rosana Jorge Celiberto (Rosaninha) – @celibertojorge
Professora de Ciências do Fundamental II e Biologia do Ensino Médio do Colégio Spinosa
Bacharel e Licenciada em Biologia pela UNISA
Participação em artigo científico e livros na área da Educação

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