Já falei aqui sobre os benefícios da luz do sol para nossa vida. E é tudo verdade…. mas existe o outro lado da moeda.

A exposição excessiva ao sol, que pode ocorrer mesmo em dias nublados, deixa a pele inchada e vermelha.

Essas consequências ocorrem devido à produção de uma substância histaminóide que dilata os capilares sanguíneos, causando a vermelhidão, e pela liberação de enzimas hidrolíticas (que agregam água), causando o inchaço ou edema

Ocorre, então, o aumento da produção de melanina, que tem a função de proteção,  causando o escurecimento da pele, e uma diminuição no controle da divisão celular, através de alterações químicas, que resulta no espessamento da pele.

A radiação solar é composta pelo infravermelho, espectro visível e ultravioleta. Esta última faixa é constituída de 3 faixas de comprimento de onda: UVC, UVB e UVA.

A UVC é absorvida pela atmosfera, não atingindo a superfície terrestre. A UVB é prejudicial a quase todas as formas de vida e é a maior responsável pelas lesões na pele. Causa inclusive a imunossupressão do sistema imunológico, fazendo com que o   indivíduo fique mais sensível às infecções por agentes bacterianos e virais. As lesões crônicas têm aspectos clínicos muito variados, traduzidos pelo fotoenvelhecimento e, principalmente, pela ocorrência de canceres cutâneos.

Os raios UVB causam lesão no DNA das células da epiderme. Com exposições frequentes e prolongadas ao sol, a lesão do DNA se torna irreversível. Os melanócitos param de funcionar de maneira adequada e produzem manchas marrons na pele.

A UVA é composta por UVA2 e o UVA1, dependendo do comprimento de onda. A radiação UVA é de 800 a 1000 vezes menos ativa que o UVB na pele, porém, penetra pelas suas características físicas, mais profundamente, provocando danos principalmente na derme. É uma radiação também lesiva, pois, além dos seus efeitos próprios, potencializa (aumenta) a ação dos raios UVB.

Os raios UVA causam lesões no colágeno (fibra proteica do tecido conjuntivo) e elastina (proteína que forma as fibras elásticas), deixando a pele mais seca, áspera e enrugada com o passar do tempo.

Essa foto é verdadeira e mostra os danos do sol à pele. Esse homem, de 69 anos, passou 28 anos como caminhoneiro recebendo os raios solares na parte esquerda do rosto através da janela enquanto dirigia. A diferença entre os dois lados do rosto dele é impressionante: na segunda metade, ele parece muito mais velho, o que mostra o efeito dramático e prematuro de envelhecimento que sol pode ter sobre a pele.

Então, vamos ao sol, mas com reservas!!!!!

Rosana Jorge Celiberto (Rosaninha) – @celibertojorge
Professora de Ciências do Fundamental II e Biologia do Ensino Médio do Colégio Spinosa
Bacharel e Licenciada em Biologia pela UNISA
Participação em artigo científico e livros na área da Educação

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